26 de março de 2012

Estrela do Norte


Não importa a distância a que estas do teu ponto de orientação
Não importa a distância a que alguém te deixou

Existe um encontro entre o Céu e quem sonha
Há um ponto em que mesmo longe, sabemos que caminho seguir

Estou a seguir esse caminho
Mas eu não estou a chegar lá
Eu estou a tentar, eu juro...

Não consigo esperar mais pelo momento em que chega a mudança
Preciso do teu Amor, eu preciso mesmo
Já não tenho arte nem engenho

Apenas sigo a estrela do norte,
a única que me é fiel

Mas parece nunca mais me dar a conhecer o meu destino

Eu não consigo esperar mais...

Preciso do teu Amor


Ser Jovem
Humilde Luta

17 de março de 2012

Aprender a Voar


O Sonho comanda a Vida


Ser Jovem
Regra de Ouro

1 de março de 2012

Factos, não palavras


Este texto demora 5 minutos a ler
Depois de lido certamente sentirás uma noção diferente das coisas
Vamos a isso...


Ser um Agente de Policia

"No passado dia 11 de Fevereiro, decorreu um pouco por todo o país, uma marcha/concentração de cidadãos devidamente enquadrados por uma frente sindical, que em plenos pulmões gritavam contra o fantasma do endividamento, a famosa crise e suas maleitas.
A mim, foi-me confiada a missão de zelar por estas mesmas pessoas e ao mesmo tempo fazer por que tudo corresse dentro daquilo que tantas vezes se ouve falar, a liberdade democrática.
E assim foi, como sempre, mas não para sempre, dentro do espírito sereno da malta Tuga, lá fomos indo desaguar na Praça do Povo, outrora conhecida por Praça do Comércio, cantando, berrando e mandando umas asneiradas, enquanto pelo canto do olho, alguns davam uma mirada Tuga a uma ou outra menina, enquanto emborcavam uma imperial à pressa porque não podiam largar o cartaz muito tempo.
Dentro daquilo considerado normal.
Discursos, apupos, vaias e aplausos, termina a parte oficial.
Eis senão quando, foi-me dada a ordem de recolher o pessoal, visto que o evento estaria na sua fase de rescaldo. Assim, juntei a malta e devidamente enquadrados, deslocamo-nos para a nossa viatura para que pudéssemos trincar uma bucha.
Nesse mesmo deslocamento, há um garoto, que encoberto pela multidão, grita “…vão trabalhar seus chulos… parasitas… filhos da puta…fascistas…” .
–Cabrão! Pensei eu; -Devias-me dizer isso lá no café, na folga, ou no tempo dos cowboys lá no faroeste, paneleiro, covarde!
Ignorei e dei ordem para ignorar, fomos à bucha. A minha sandes devia estar estragada, caiu-me mal…
Eu sei que agora é tarde, mas mesmo assim a esse covarde e outros que para aí andam, tenho duas ou três coisas para vos dizer, cá vai;
“..Vão trabalhar…”???
Os chulos, ganham 780€ por mês, trabalham 45 horas por semana que se às quais somarmos os gratificados passam para 60, isso, 60 horas semanais.
Os parasitas, trabalham os feriados todos, sim, todos sem direito a compensação, as noite e os fins de semana sem direito a qualquer pagamento de hora nocturna, na chuva no sol, no frio no calor e por aí fora.
Os Filhos da Puta, depois de saírem de serviço, vão para tribunal com o bêbado que podia muito bem atropelar a tua família toda quando saíste para ir jantar e celebrar uma merda qualquer que te tenha acontecido. Ficam no trabalho a acabar o expediente que vai de manhã para tribunal, com o bando que assaltou à mão armada, ou com o que roubou, matou, assaltou a farmácia, a ourivesaria, o carro, o puto que vinha da escola, a velha no autocarro, o camone no eléctrico e por aí fora, que por mim, podias ser tu, a tua mãe, o teu filho o teu irmão, que o trabalho seria feito de igual forma.
Os fascistas, chamam o reboque quando não consegues sair com o carro, quando um como tu, abusa da sua liberdade e deixa o carro mesmo na saída da garagem. Entendes este conceito de liberdade? Penso que sim.
Os chulos abrigam e protegem a mulher, as crianças que levam porrada de um esterco qualquer, só porque lhe apetece e leva-o a tribunal, na hora de folga.
Os parasitas, entram em casas em chamas, enfrentam armas de fogo, embrulham-se á facada, perseguem a grandes velocidades, lidam com todo o tipo de doenças, correm na direcção oposta quando todos os outros fogem dali para fora.
Os chulos saíram do seu seio familiar e social e deslocaram-se, alguns para mais de 400km de casa, deixando tudo para trás, para fazer vida de forma honrada sem pedir nada a ninguém. Sem pedir nada a ninguém, sabes o que isso é?
Os parasitas, vivem num estatuto aprovado há mais de dois anos e regem-se pelo estatuto antigo, não conseguem passar um fim de semana inteiro com a família esperam 12 anos por uma promoção (única na carreira de 36 anos) e se quiserem algo mais, concorrem 1300 para 50 vagas.
Aqueles que insultaste, têm família, trabalham duro, são esforçados e honrados e são montes de merda como tu que colocam isso em causa? Não! Definitivamente não! Estes mesmos Homens e Mulheres apoiam os idosos que alguém como tu abandonou ao consumo do esquecimento, levam-lhe as compras, mudam-lhe a garrafa do gás e dão-lhe a medicação apenas em troca de um olhar grato, e isso sim, justifica tudo. Tu apareces quando tudo acaba, para vir buscar o ouro e ficar com as chaves de casa. E nós é que somos os chulos!
Aqueles que olhas com desprezo sabem um pouco de tudo, são Padres, Juízes, Médicos, Socorristas, Bombeiros, Rambos, Psicólogos, Professores, Mecânicos, e se somares isto tudo e mais qualquer coisa tens um Polícia.
Quando é que vais perceber que só falas em liberdade porque nós existimos?
Quando é que vais entender que tipos como tu são a razão da minha existência enquanto profissional.
Se nós não existíssemos, ias à praia? Ao futebol? Jantar fora? Deixavas o teu filho ir à escola? Quer-me parecer que não.
Será que não entendes que ao insultares-me, estás a insultar aquilo que és, um homem livre?
Tudo isto funciona com combustível que concerteza encontrarás em abundância num qualquer Homem ou Mulher de farda; Abnegação, Generosidade, Espírito de Sacrifício e Altruísmo. Googla estas palavras e saberás a definição, bom era que aprendesses o conceito.
Já hasteei a minha Bandeira à chuva, já a arreei ao som do clarim, já representei a minha Mui Nobre Nação, já chorei a cantar “A Portuguesa” caso não saibas, é o título do nosso hino, conheço muitos Homens e Mulheres que cozeram a nossa Bandeira no braço que fazem de ti uma cabeça de alfinete num mundo de cabeçudos. A minha farda é rica em sangue suor e lágrimas, minhas e de tipos como tu, que quando precisam, ao ver-me encontram refugio e protecção.
Olha, o meu Pai nunca me deu um carro, nem me pagou a universidade, mas deu-me coisas sem preço, entre elas o valor de um Não, Educação, Humildade e Espírito de Luta".


Autor desconhecido
Conteúdo integralmente verdadeiro

Ser Jovem
Orgulhosamente a servir um País