1 de dezembro de 2014

Dias que marcam a alma


És o meu segredo.

As tuas mãos percorrem o meu peito,
os teus lábios colam progressivamente nos meus,
enquanto sinto o cheiro do teu cabelo.
Arrepio.

A noite, é tua.
Sinto-te por tudo quanto sou.
Dois corações batem como um.
Transpirar.

Calo-me enquanto tu te fazes ouvir.
Eu sou teu, tu és minha.
O resto não existe, o tempo é o momento.
Prazer.

Em ti, adormeço o espírito vivo e selvagem.   
Nos teus braços, recupero o fôlego.
Juntos, a noite é uma viagem.
Amar.


Ser Jovem
Coisas que ficam

26 de setembro de 2014

Se tu soubesses




Era só uma noite,
era a confusão do momento,
disse eu.

Fechasse os meus olhos

e a noite seria conselheira de mim

Só que:

Mais partes de mim,


diziam mais.

O teu cheiro,


aquele com que dolosamente te aprumas,
hiptonizava até a parte mais racional de mim.

O quão bem torturado eu me sinto.

Trago-o em mim,


nas cartas que me escreveste,
no coração que agora te tem.

Tenho escrito,


por algum lado,
cada letra do que me disseste.

Tenho sorrisos, de tamanha vitalidade;


Tenho a tua voz, sempre tão presente;
Tenho desejo de ti, como se fosse do oxigénio para viver.

Tenho te por todo o lado, é o que sinto.

Se algum dia quis enfrentar essa verdade, 


não vi nada, foi escuro o meu caminho.

Sem ti,


sou como o pó,
perdido pelo ar.

Se ao menos tu soubesses,


o quanto de ti eu venero,
o quanto de ti falta em cada unidade de mim,
em cada porção da minha existência...

Se tu soubesses o quanto de ti


foi prazer em mim...
Imagina a sensação das sensações,
o momento mais alto, o topo da montanha...
Tu mostraste-me.

Se tu soubesses tudo quanto deixas em mim...

Se tu soubesses tudo quanto construíste,


tudo quanto criaste em mim...

Ai... Se tu soubesses...


e dizia eu, numa certa noite, que era "confusão do momento..."



Ser Jovem
Um resto de ti

6 de junho de 2014

Tonto de ti






Aqui estou eu,
a escrever-te enquanto repousas o espírito.

Não tens ideia do quanto esperei,
do quanto desejei um momento assim,
do quanto de ti eu pretendi.



Agrada-me não saberes de mim,

agrada-me o silêncio deste lugar,
que preserva a paz que a tua alma precisa.

E da tua precisa a minha.

Não só.


A falta que me fazem esses teus fios de cabelo,
que sinto pela cara quando te abraço.

O cheiro do teu perfume,
aroma de quando te encontro.

A tua forma de caminhar;
O sorriso que rasga o céu;
O teu jeito 'sem jeito';
O teu sabor.



A falta que faz à minha vida,
toda a parte de ti que em mais ninguém encontro,
que em mais ninguém existe.



Obrigado por todos os dias,
por todos os instantes,
em que decidiste fazer história comigo.



(Consigo sentir o teu cheiro...)




Ser Jovem
'Tonto de ti'

12 de fevereiro de 2014

I'll be the last



As palavras que me diriges,
têm o sabor
do primeiro dia

As luzes da cidade onde te conheci,
ainda iluminam o meu quarto,
na tua ausência

A maneira como brincámos,
horas, tardes, dias, noites,
impõe um sorriso nos meus lábios

O teu olhar, quando me escutas,
de paciente a apaixonado,
adormece a minha alma inquieta


As promessas de calor,
das noites sem respirar,
fazem o meu coração bater

Esse teu sorriso,
a parte mais encantadora de ti,
é o culpado

Por culpado o dou,
ou não fosse o fogo que ele acende,
dentro de mim

Em chamas, num corpo em lume vivo,
doí-me o peito, lugar onde te guardo,
desde a primeira troca de olhares

Mentia,
se dissesse que não penso em ti,
de cada vez que respiro

Enganava-te,
se sorrisse quando chega a hora,
de ires embora

Juro-te,
que o intento da alma é só um;
que a certeza, se enuncia assim:


Eu serei
o último.


Ser Jovem
No Imperativo

24 de janeiro de 2014

Chaleur


Ia descendo a rua
e ia sentindo o frio das 23h00 de uma noite de Janeiro

Ia vagueando,

eu e centenas de pensamentos,
que se instalavam sem autorização na minha mente


Ia voando,

sobre o mar, sobre a serra, em direcção ao céu,
com asas quebradas


Ia escorrendo,
o tempo, a esperança, a alma

Mas, a primeira pessoa do pretérito imperfeito,
do verbo ir, terminou:
Eu senti o quente do Sol na minha pele...

Foi assim,

caminhava eu na linha entre o Mar e a Terra
e senti longos campos de trigo por entre os meus dedos

Tinha o céu, a Lua e suas companheiras de quadro,
las estrellas, sobre mim,
quando senti o quente da tua voz, da tua pele, em mim...

Tinha acordes latinos a tocar pelo quarto,
tinha o teu cheiro, as feridas que me deixaste,
quando as saudades me sufocaram

E o pretérito não mais teve lugar,
não mais feriu a derme, 
o core, do meu ser

Eu sou presente,

toda a parte de mim, todo o átomo,
todo o litro de sangue, toda a vez que respiro..

E nós, meu Sol...
Agora é entre nós.
Se já falámos em pretérito, em presente...


O que seremos nós?



Ser Jovem
Nem mais, nem menos