Leve, levemente,
Se pôs a alma dormente.
Nem o dia que começou,
esta inércia agitou.
Ao espelho vejo um corpo,
mas sem escopo.
No silêncio uma alma,
sem calma.
Vivo desolado,
numa gnose turva,
de peito e sonhos crivados.
Imagino um livro,
molhado e rasgado pela chuva.
Tão eu, tão verdade.
Nada mais do que se disse:
É este sangue, é cada batimento.
Nada mais que a verdade
mostram o desespero e a solidão.
Índoles que correm e se esquecem
nos vasos e artérias deste doente coração.
nos vasos e artérias deste doente coração.