7 de janeiro de 2018
Philanthropie
Já com os pés num novo ano,
tantas foram as vezes em que me detive,
naquele que terminou,
cercado de dúvidas e pensamentos voláteis.
Vezes em que olhei para este Mundo,
tomado de violência, falsidade e exterioridades perversas
e me senti longe de «casa»
e da natureza que perfilho.
Nessa vaga de convulsões e dubiedades
compreendi que,
desta minha mania de ser quem sou,
não disponho, ainda que com isso sofra.
Permaneço comprometido com dois esteios:
O de, independentemente do destino, proteger e estimar os meus;
Bem como de, atípicamente, conservar fenómenos mentais próprios.
Assim, comecei 2018:
Pegando em algo que me era destinado,
e desse fruto me privado,
junto de alguém
um pouco de felicidade semeei.
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