É ela quem mais importa.
Não se abdica, muito menos se vende, não fosse tão necessária como o ar, para respirar e alimentar.
É anterior a todas as outras formas de razão e ordem, como é a lei.
Cada pessoa tem em si o dominus das suas ações e - especialmente - razões, o que faz com que qualquer transferência do seu substrato para um promotor de normas de conduta - que lhe é estranho, o legislador, seja, na essência, um fenómeno exótico.
É uma neosubserviência. Uma submissão voluntária, embora (desde a génese) irrefletida.
Só o amor à Liberdade e à justiça merecem a devoção dos homens. Não as leis, não os Estados ou as vogas da época.
O respeito cego às leis da época já tornou os mais bem intencionados seres em implacáveis agentes de injustiça.
A lei, per si, não nos torna mais justos.
Só a consciência (individual) nos livra da servidão e funda uma regime de justiça entre irmãos.