Condição de ter a sensibilidade,
geralmente associada a dor,
suprimida ou temporariamente removida.
Do que falo?
Anestesia.
São dias normais,
os que adormecem corações e
rompem velhas orações.
As saudades do futuro,
são a curiosidade do passado,
desprezado, ignorado.
Cores espalhadas,
histórias que fundaram instituições,
são hoje reduzidas a pixeis, fracções.
Passo a vida sobre a desordem,
persistindo e a tremer,
ensaiando e a escrever.
São as minhas horas, a minha verdade,
de tudo e de nada,
do lume de uma alma fascinada.
O escopo ganha talhe,
deflagra o rastilho
duma sociedade sempre sob o gatilho.
E a todos, mas a cada um, urge saber
onde e como vai acabar
esta anestesia que nos vai matar.
“As nossas discórdias têm a sua origem nas duas mais copiosas fontes de calamidade pública: a ignorância e a debilidade.”
S. Bolívar