11 de setembro de 2018

Caule


Se eu não for,
quem vai ser
que me inquieta pelo amanhecer?

Se o meu lugar não é este,

tens de largar a minha mão
e libertar o meu coração

Os meus sonhos

são de asas e mar,
de levar a vida a navegar

Não me reconheço aqui,

às voltas em ruas
que ainda são tuas

Não me quero neste corpo,

em roupas e em gestos
que castigam homens honestos

Só quero um beijo,

de adeus ou de liberdade,
de tudo quanto caiba numa verdade.